Como é Mantido o Equilíbrio do Nosso Corpo e Como Tratar

Para que seja mantido o equilíbrio de nosso corpo é necessário que seja executada uma série de complexas tarefas. Na execução dessas tarefas entram em atividade os mais variados sistemas e órgãos, todos trabalhando em perfeita sincronia e harmonia.

Principais Sensores do Equilíbrio

Os principais sensores do sistema do equilíbrio estão no labirinto, nos olhos, na pele, nos músculos e articulações.

Labirintite
Labirintite

O labirinto informa sobre a direção dos movimentos da cabeça e do corpo (para cima, para baixo, para um lado, para o outro, para frente, para trás e rotações).

Os olhos informam sobre a posição do corpo no espaço, a pele informa qual parte do corpo que está em contato com uma superfície e os músculos e articulações (sistema proprioceptivo) informam sobre os movimentos e quais as partes do corpo que estão envolvidas com eles.

O sistema labiríntico é a central de informações, que recolhe os impulsos de todos os sensores e o sistema nervoso central as recebe para serem analisadas e processadas no cérebro e manter o equilíbrio corpóreo.

As informações recebidas devem ser coerentes. A chegada de informações conflitantes pode resultar em tontura e enjoo até que o sistema se habitue a esta nova realidade.

Porque ocorre a falta de equilíbrio do corpo

equilíbrio do corpo

A falta do equilíbrio corporal pode ocorrer por alterações funcionais originadas nas diversas estruturas do sistema vestibular ou determinadas por problemas em outros órgãos ou sistemas, que podem afetá-lo de diferentes maneiras.

A descoberta da causa implica, muitas vezes, na realização de diversos exames complementares ou avaliações em outras áreas médicas.

Há as doenças propriamente ditas, que podem comprometer os sistemas vestibular (do equilíbrio) e auditivos, causando tonturas com ou sem sintomas como zumbido, surdez, etc.

Doenças Que Afetam o Equilíbrio

As doenças que afetam o sistema do equilíbrio são bastante numerosas. Aqui descreveremos apenas as mais comuns:

Vertigem Posicional Paroxística Benigna – VPPB

Caracteriza-se por breves e repentinos episódios de vertigem e/ou enjoo aos movimentos da cabeça.

Doença de Ménière

Nos quadros clínicos típicos, a queixa maior é de crises vertiginosas, diminuição da audição, sensação de pressão no ouvido.

Neurite Vestibular

Vertigem aguda, intensa e prolongada, com náuseas e vômitos. Pode ser de origem inflamatória ou infecciosa (viral).

Doença do Ouvido Médio e/ou da Tuba Auditiva

As vertigens, zumbido e/ou diminuição da audição podem ser causadas por obstrução da tuba auditiva e otite média.

Cinetose (Mal do Movimento)

Tonturas, náuseas, eventualmente vômitos, palidez e suor podem ocorrer em veículos em movimento.

Quando enjoamos em um navio ou automóvel, isso resulta do conflito de informações entre os sensores.

O máximo do conflito ocorre quando nos encontramos sentados em uma sala interna de um navio: como não há janelas, nossos olhos informam que estamos parados. O nosso sistema proprioceptivo (músculos e articulações) também informa que estamos parados, mas os labirintos continuam informando que estamos em movimento.

Algumas pessoas são mais sensíveis a esse conflito de informações. Quando estamos lendo em um carro em movimento enjoamos mais, porque nossos olhos, fixos na leitura, não colaboram com os labirintos nas informações relacionadas com o movimento do carro.

Surdez Súbita e Vertigem

A perda auditiva, surge em um dos ouvidos e pode ter diferentes causas, como infecções por vírus, traumas cranianos ou acústicos, doenças autoimunes, tumores, etc. Tonturas de vários tipos podem ocorrer. A crise vertiginosa típica com náuseas e vômitos é comum.

Esclerose Múltipla

É uma afecção crônica e progressiva, de causa desconhecida, do sistema nervoso central. Vertigem súbita, com ou sem perda da audição, súbita ou não, e/ou zumbido podem ser os sintomas iniciais. Tontura e desequilíbrio são mais comuns do que a perda auditiva.

Como Tratar os Distúrbios do Equilíbrio

A vertigem e outras tonturas são sintomas que costumam ser sensíveis ao tratamento desde que haja coerência com o diagnóstico formulado.

Equilíbrio e Audição

Em grande número de casos, com auxílio de exames laboratoriais e obtenção de imagens, conseguimos estabelecer a causa da doença e instituir o melhor dos tratamentos, ou seja, o tratamento etiológico (da causa).

O tratamento atual das doenças ou distúrbios do equilíbrio consiste numa associação de providências que devem ser tomadas para se obter resultados mais satisfatórios.

Algumas doenças, ou distúrbio labirínticos, são autolimitantes, ou seja, curam sozinhas. Outras curam por compensação labiríntica, ou seja, um reajuste entre as estruturas que comandam o nosso equilíbrio.

A grande maioria dos pacientes (cerca de 90%) responde favoravelmente à terapia antivertiginosa.

O certo é que um grande número de pessoas fica 100% curada. Outras melhoram sensivelmente, e apenas pouquíssimos casos não respondem totalmente ao tratamento. Porém para esses casos que não respondem bem ao tratamento, outras técnicas podem ser utilizadas até chegar-se ao melhor resultado possível.

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Tontura é Doença? Saiba Como Identificar Suas Causas

Tontura não é doença, e sim um sintoma que pode surgir por causa de numerosas doenças. Tontura é um sinal de alerta de que algo não está bem no organismo.

O que é Tontura?

Depois de dor de cabeça, a tontura é o sintoma mais comum em consultórios médicos. Estima-se que cerca de 40% dos adultos queixam-se de tontura em alguma época de suas vidas.

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Os diferentes tipos de tontura podem ocorrer em qualquer faixa etária, sendo mais comum em idosos. As pessoas do sexo feminino são as que mais sofrem com esse problema.

As tonturas podem afetar profundamente a qualidade de vida das pessoas. Podem ser leves, moderadas ou intensas, esporádicas, frequentes ou constantes.

Além da desconfortável sensação de perturbação do equilíbrio, podem vir acompanhadas de prejuízo da memória, dificuldade para entender, fadiga física e mental, dificuldade para ler e escrever.

A insegurança física gera insegurança psíquica, o que pode ocasionar ansiedade, depressão e pânico.

Tontura é o termo que a maioria das pessoas usa quando se refere a falta de equilíbrio do corpo.

As tonturas estão entre as queixas mais comuns em todo o mundo e são geralmente de origem labiríntica em mais de 80% dos casos. Dificilmente as tonturas são de origem visual, neurológica ou psíquica, porém, pode ocorrer.

Causas  Mais Comuns da Tontura

As causas são muitas, mas estas é só para dar uma pequena mostra:

Vertigem Posicional Paroxística Benigna;

Inflamação do Ouvido Interno;

Doença de Ménière;

Efeitos Colaterais de Medicamentos;

Problemas Articulares e Musculares;

Anemia;

Hipoglicemia;

Etc.

O que é Vertigem

Já a vertigem é um tipo variado de tontura, caracterizando-se por uma sensação de rotação ou das coisas girando.

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A vertigem é o tipo mais frequente de tontura. O paciente sente-se girando no meio ambiente ou o ambiente gira a sua volta. Crises mais fortes podem vir acompanhadas de náuseas, vômitos, suor, palidez e sensação de desmaio.

Algumas pessoas também podem referir-se a outros sintomas como ruídos no ouvido ou na cabeça (zumbido, tinido, tinitus), baixa audição, dificuldade para entender, desconforto a sons mais intensos, perda de memória, dificuldade de concentração, fadiga física e mental.

Isso ocorre porque existe uma relação entre o sistema do equilíbrio, da audição e o sistema nervoso central.

O que é Labirintite

Por outro lado, a labirintite é uma doença de rara ocorrência, que se caracteriza por uma infecção ou inflamação viral ou bacteriana no labirinto.

Infelizmente o termo é utilizado de forma errada pelas pessoas para se referir a todas as doenças do labirinto ou do equilíbrio.

O labirinto, também é chamado de ouvido interno, onde congrega as funções da audição e equilíbrio do corpo.

O labirinto tem esse nome porque é formado por uma estrutura complexa e elaborada. Assim, quando os anatomistas clássicos começaram a estudar o osso temporal, perceberam que havia tantos pequenos orifícios, tantas estruturas ósseas diferentes, que o nome labirinto foi a escolha mais coerente.

A parte anterior do labirinto é chamada de cóclea e está relacionada com a audição. Já a parte posterior, é formada por um conjunto de três canais, chamados de canais semicirculares, está relacionada ao equilíbrio.

A estrutura que liga a cóclea ao aparelho vestibular é chamada de vestíbulo.

Dentro do labirinto ósseo, existe o labirinto membranoso que fica imerso em um líquido chamado perilinfa.

No vestíbulo, o labirinto membranoso divide-se em duas pequenas bolsas: o utrículo e o sáculo. O labirinto membranoso é preenchido por um líquido, a endolinfa.

As informações sobre o equilíbrio e a audição chegam ao cérebro através dos nervos vestibulares e cocleares respectivamente.

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Neuronite Vestibular

O Que é Neurite Vestibular? Como Identificar Suas Causas?

Este artigo é uma continuação do artigo anterior, onde tratamos sobre os Transtornos Periféricos e Centrais mais comuns do Sistema Vestibular.

Neurite Vestibular

Neurite Vestibular
Neurite Vestibular

A neurite vestibular é a segunda causa periférica mais comum da vertigem vestibular. A infecção do nervo vestibular resulta na degeneração nervosa e pode apresentar-se bilateralmente. A infecção é mais frequentemente considerada como de origem viral, geralmente da família do vírus da herpes.

Pode também resultar da invasão bacteriana (por exemplo, Borrelia). Acredita-se que o nervo vestibular superior é mais comumente envolvido secundário ao seu curso ao redor de um longo e mais estreito canal ósseo, tornando-o mais suscetível ao edema compressivo.

A incidência relatada de uma infecção respiratória superior antes do desenvolvimento de sintomas vestibulares varia de 23% a 100%.

Os pacientes apresentam queixas de vertigem súbita, com duração de vários dias, muitas vezes com sintomas vegetativos.

Como este processo afeta apenas a porção vestibular do aparelho vestibulococlear, há ausência de sintomas cocleares. As queixas vertiginosas melhoram gradualmente ao longo de dias a semanas, no entanto, o desequilíbrio pode persistir por meses após a resolução da doença aguda.

A recorrência não é rara e pode ocorrer várias vezes por ano. O exame físico é limitado e deve consistir em avaliação audiométrica e eletronistagmografia (ENG). Os pacientes podem demonstrar nistagmo e fraqueza calórica no lado afetado.

O tratamento é principalmente favorável ao uso de medicamentos antieméticos e anti náuseas. Os supressores vestibulares devem ser usados rigorosamente nos primeiros dias de um ataque agudo.

O uso prolongado desses medicamentos pode retardar a recuperação ao inibir a compensação central.

Além disso, a ambulação precoce é primordial na capacidade do sistema nervoso central de compensar e, portanto, é recomendada logo que seja tolerável.

A alta dose de metilprednisona demonstrou acelerar a recuperação. Todavia, estudos prospectivos, randomizados e em dupla ocultação não demonstraram benefício adicional do uso de antivirais (ou seja, valaciclovir).

Labirintite

A labirintite é um distúrbio inflamatório do labirinto membranoso, que afeta tanto os órgãos vestibulares como os órgãos finais cocleares. Pode apresentar-se unilateralmente ou bilateralmente, e semelhante à neuronite vestibular, muitas vezes é precedida por uma infecção respiratória superior.

Esta desordem ocorre quando micro-organismos infecciosos ou mediadores inflamatórios invadem o labirinto membranoso, prejudicando os órgãos vestibulares e auditivos. Etiologias potenciais incluem patógenos virais, invasão bacteriana, toxinas bacterianas e doenças sistêmicas.

A labirintite viral geralmente ocorre em adultos entre os 40 e 70 anos de vida. A labirintite bacteriana pode resultar de infecção otogênica e meningítica, progredindo para envolver o labirinto.

Labirintite de origem otogênica pode ser observado em qualquer faixa etária e pode resultar de colesteatoma ou otite média, enquanto que a labirintite meningítica é mais comum em crianças com menos de 2 anos de idade, que são mais suscetíveis ao desenvolvimento de meningite.

As infecções otogênicas normalmente causam sintomas unilaterais, enquanto que as infecções meningíticas causam sintomas bilaterais.

Ao contrário da neuronite vestibular, pacientes com labirintite apresentam queixas indicativas tanto do dano vestibular como coclear.

A vertigem se apresenta de repente e é acompanhada por perda auditiva.

A eletronistagmografia (ENG) pode revelar nistagmo, e a audiometria revelará perda auditiva neurossensorial ou perda auditiva mista, se o derrame da orelha média estiver presente.

Dependendo da fonte de infecção, os pacientes também podem apresentar achados consistentes com otite média, mastoidite ou meningite.

O tratamento visa principalmente a erradicação da infecção subjacente e cuidados de suporte. As efusões da orelha média e a mastoidite devem ser drenadas e tratadas com antibióticos.

A meningite deve ser tratada com antibióticos dirigidos pela cultura com penetração no sistema nervoso central e consulta adequada. Antieméticos e anti náuseas são úteis durante a fase aguda.

Distúrbios Vestibulares Centrais

Nem toda vertigem resulta de uma vestibulopatia periférica e pode ser secundária à patologia central.

Pacientes com patologia central mais frequentemente apresentam queixas de desequilíbrio e ataxia em vez de vertigem verdadeira, mas isso nem sempre é o caso.

Muitas vezes, sua incapacidade de ficar de pé ou andar distingue-os de pacientes com lesão periférica, que mais comumente podem suportar ou andar com assistência.

Ao contrário das lesões periféricas, o nistagmo da patologia central muda de direção com o olhar, não é afetado pela fixação e pode ser puramente vertical ou torcional.

Dependendo do local da lesão, pode haver perda auditiva associada, bem como vários outros sintomas neurológicos.

Um exame neurológico completo é essencial e deve incluir testes como a “espuma e cúpula”, do calcanhar para a canela e o dedo no nariz.

Ondulações associadas à enxaqueca (enxaqueca vestibular)

Enxaqueca
Enxaqueca

As enxaquecas são consideradas uma síndrome vascular resultante da constrição serial e dilatação dos vasos intracranianos.

Os pacientes descrevem ataques episódicos de dor de cabeça severa e sintomas associados como náuseas, fotofobia, fonofobia e sensibilidade ao movimento da cabeça.

Aproximadamente 10% das pessoas sofrem esse transtorno, as mulheres mais comumente do que os homens.

As pessoas que sofrem de enxaqueca geralmente estão entre 30 a 50 anos de idade, porém, qualquer faixa etária pode ser afetada.

As enxaquecas são classicamente definidas como enxaquecas com ou sem aura. As auras são sintomas neurológicos reversíveis que se desenvolvem ao longo de 15 minutos ou menos e tipicamente se resolvem dentro de uma hora à medida que a dor de cabeça começa.

Comumente, as auras são caracterizadas por distúrbios visuais, como escotoma, manchas, escotoma cintilante e hemianopia, mas podem consistir em alterações nas alucinações somatossensíveis, olfativas e auditivas, fraqueza, dificuldade de fala e tonturas.

Foram identificados múltiplos desencadeantes de enxaquecas que incluem estresse, dieta (vinho tinto, frutas, nitratos, chocolate, edulcorantes artificiais), luzes fluorescentes, alergias e alterações hormonais.

Foi relatado que 38% dos pacientes com enxaqueca têm vertigem episódica. Os sintomas vestibulares associados à enxaqueca variam muito entre os pacientes em relação à duração, gravidade, caráter e relação temporal com dores de cabeça.

Sintomas vestibulares mais comumente presentes como uma aura e últimos segundos a horas, podem ocorrer simultaneamente com a dor de cabeça, após a dor de cabeça, ou entre ataques sem relação temporal apreciável.

Alguns pacientes só podem ter um histórico distante de dores de cabeça ou apenas um histórico familiar de enxaquecas.

Como mencionado anteriormente, enxaquecas podem apresentar-se em qualquer idade, e muitos acreditam que são responsáveis pela vertigem posicional paroxística benigna da infância.

Esse distúrbio geralmente ocorre entre as idades de 2 e 4 anos e é descrito como episódios breves (5 minutos) de vertigem associada à ansiedade, medo, náuseas e diaforese.

Os sintomas rapidamente se resolvem sem sinais neurológicos residuais, ou seja, os sintomas desaparecem entre 5 a 10 anos de idade.

A tontura associada à enxaqueca pode apresentar uma nova intolerância ao movimento de início. Foram relatadas alucinações auditivas, mas, mais comumente, os pacientes se queixam de perda auditiva neurossensorial de baixa frequência.

A perda auditiva pode flutuar, complicando a distinção entre enxaqueca vestibular e doença de Mèniére.

O diagnóstico é complicado pela falta de critérios internacionalmente aceitos para a enxaqueca vestibular.

Neuhauser et al sugeriram os seguintes critérios: o paciente experimenta vertigem episódica recorrente e um histórico atual ou anterior de enxaqueca, e pelo menos um sintoma de enxaqueca deve estar presente durante dois ou mais episódios de vertigem.

Talvez o dilema mais problemático seja a diferenciação da enxaqueca vestibular e da doença de Mèniére. Ambos podem apresentar vertigem episódica e possivelmente perda auditiva.

Uma história completa é imperativa e deve indagar sobre dores de cabeça, fotofobia, fonofobia, presença de aura e quaisquer outros sintomas neurológicos que possam apontar para o diagnóstico de enxaqueca.

A eletronistagmografia (ENG) e o teste rotacional não são específicos e, muitas vezes, acrescenta pouca ou nenhuma coisa para um diagnóstico.

Uma vez que o diagnóstico de enxaqueca vestibular foi atingido, várias terapias estão disponíveis para o tratamento.

O gerenciamento inicial deve se concentrar na modificação do estilo de vida. Os pacientes devem evitar alimentos e bebidas, bem como outros agentes conhecidos por induzir a enxaquecas.

O alívio do estresse é recomendado e o sono e o exercício são encorajados e para aqueles que não conseguem encontrar alívio apenas com a modificação do estilo de vida, um tratamento médico pode ser necessário.

O tratamento profilático varia dependendo do médico, mas na maioria das vezes inclui um ou mais dos seguintes: benzodiazepinas, betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores seletivos da recaptação da serotonina.

Os ataques agudos podem exigir antieméticos e medicamentos antivertiginosos, bem como triptanos, e aqueles com dores de cabeça também podem se beneficiar de drogas anti-inflamatórias não esteroides.

Conclusão

A tontura é uma queixa comum e pode representar numerosos processos de doenças. O objetivo destes artigos foi apresentar as causas mais comuns de vertigem e desequilíbrio relacionados à patologia do sistema vestibular central e periférico.

Além dessas causas mencionadas neste artigo e no anterior, existem muitas outras que foram omitidas para o artigo não se tornar tão extenso e cansativo.

Espero ter contribuído para dar uma boa visão das principais causas da tontura e da vertigem.

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Fonte:

Timothy L. Thompson, Ronald Amedee

Ochsner Journal 2009 Spring;9(1): 20–26.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3096243/citedby/

Sistema Vestibular

O Que É Sistema Vestibular? Quais Seus Distúrbios Mais Comuns?

O foco deste artigo é o sistema vestibular periférico e central. Revelamos os distúrbios mais comuns e específicos do sistema vestibular, os pacientes com esses distúrbios presentes e discutimos os protocolos de manejo.

A tontura é um sintoma comum que afeta milhões de pessoas no mundo inteiro e foi relatada como a queixa mais comum em pacientes com 75 anos de idade ou mais.

A tontura, no entanto, é um termo comum usado para descrever múltiplas sensações (vertigem, pre-síncope, desequilíbrio), cada uma com inúmeras etiologias.

Muitas vezes, é difícil para um médico elucidar a qualidade das tonturas que um paciente está experimentando e decidir como proceder com o tratamento médico.

O Sistema Vestibular

Sistema Vestibular

 

O sistema vestibular é amplamente categorizado em componentes periféricos e centrais.

O sistema vestibular periférico é composto bilateralmente de três canais semicirculares (posterior, superior, lateral) e os órgãos otolíticos (saculoso e utrélico). Os canais semicirculares detectam o movimento rotacional da cabeça enquanto o utrículo e o saculo respondem à aceleração linear e à gravidade, respectivamente.

Estes órgãos do sistema  vestibular estão em um estado de atividade simétrica tônica, que quando excitado estimula o sistema vestibular central. Esta informação, juntamente com a entrada proprioceptiva e ocular, é processada pelas vias vestibulares centrais (por exemplo, núcleos vestibulares) e mantém nosso senso de equilíbrio e posição.

Distúrbios do Sistema Vestibular Periférico

Os distúrbios do sistema vestibular periférico são limitados ao nervo craniano VIII e a todas as estruturas distal. Pacientes com transtorno periférico demonstram nistagmo no lado contralateral que suprime com fixação visual. O Nistagmo melhora com o olhar para a lesão e piora com o olhar oposto à lesão.

Os pacientes também podem denunciar uma sensação de queda. Os sintomas vegetativos são comuns, e pode-se esperar náuseas, vômitos e, possivelmente, transpiração e bradicardia. A taxa de recuperação geralmente diminui com a idade e gravidade, e com o uso de medicamentos vestibulo-supressivos.

Síndrome de Mènieré

O termo síndrome de Meniere é frequentemente usado de forma sinônima com os termos doença de Mènieré (DM) e hidropsina endolinfática, embora sejam diferentes.

A hidropsina endolinfática descreve um aumento da pressão endolinfática, resultando em excitação inapropriada do nervo que dá origem ao complexo sintoma de vertigem, perda auditiva flutuante e zumbido.

O mecanismo exato pelo qual esse aumento de pressão produz os sintomas da doença de Mènieré é bastante discutido. Numerosos processos de doenças podem resultar em hidropsina endolinfáticas.

Se houver uma etiologia conhecida, então é denominada síndrome de Mènieré. A doença de Mènieré (DM), é um termo usado para hidropsina endolinfática de etiologia desconhecida.

A verdadeira incidência da Doença de Mènieré, não é clara devido à dificuldade no diagnóstico. Os caucasianos são mais frequentemente afetados, e é mais predominante nas mulheres do que nos homens.

Normalmente, esses pacientes se queixam de ataques espontâneos e episódicos de zumbido, plenitude auditiva, perda auditiva flutuante e vertigem sobreposto a um declínio gradual na audição.

Os sintomas são variáveis, no entanto, e os pacientes podem ter uma predominância de cócleas (zumbido, perda auditiva) ou queixas vestibulares (vertigem). Os ataques tipicamente duram de minutos a horas, mas geralmente diminuem após 2 a 3 horas.

O diagnóstico é estabelecido com um histórico completo detalhando as queixas acima mencionadas, possivelmente acompanhadas de náuseas, vômitos e diaforese.

Testes audiológicos e vestibulares não são confiáveis, mas podem mostrar fraqueza calórica na eletronistagmografia (ENG) e perda auditiva neurossensorial na audiografia.

Não há cura para a Doença de Meniere e o objetivo do tratamento é o alívio sintomático. O tratamento médico é iniciado antes de uma intervenção cirúrgica mais invasiva e consiste em restrição de sal, diuréticos, vasodilatadores, anti-eméticos e medicamentos anti-náuseas.

Aqueles que falham no tratamento médico podem considerar a terapia cirúrgica. Os tratamentos cirúrgicos podem ser classificados como procedimentos de conservação auditiva ou não auditiva e são adequadamente escolhidos com base nos resultados audiométricos do paciente.

Para os pacientes com audição utilizável, a descompressão do saco endolinfático, a neurectomia vestibular e a infusão de aminoglicosídeo intra tímpano são opções.

A labirintectomia é reservada para pacientes sem audiência útil.

Vertigem Posicional Paroxística Benigna – VPPB

A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é considerada a desordem do sistema vestibular periférico mais comum, afetando 64 de cada 100.000 pessoas. As mulheres são mais frequentemente afetadas e os sintomas geralmente aparecem nas quarta e quinta décadas de vida.

Em 1980, o dr.John Epley propôs que as densidades flutuantes (canalites) localizadas nos canais semicirculares desviem a cúpula criando a sensação de vertigem.

Isso está bem documentado em sua Teoria da Canalitíase. Embora esses canalites estejam mais comumente localizados no canal semicircular posterior, o canal lateral e superior também podem estar envolvidos.

Pacientes com VPPB, queixam-se de vertigem com mudança na posição da cabeça, rolando ou saindo da cama, e a vertigem é frequentemente específica para o lado.

A vertigem ocorre de repente e dura menos de 1 minuto. Os ataques são separados por remissões. No entanto, os pacientes podem queixar-se de uma tontura constante entre os episódios.

A VPPB clássica, que envolve o canal semicircular posterior é caracterizada pelo seguinte: nistagmo geotrópico com problema na orelha, nistagmo predominantemente rotativo em direção à orelha inferior, latência de alguns segundos, com duração limitada a menos de 20 segundos, reversão do nistagmo quando o paciente retorna para uma posição vertical e um declínio na resposta com provocação repetitiva.

O diagnóstico é feito principalmente através da história e também provocando achados físicos típicos durante a manobra de Dix-Hallpike.

Manobra Dix-Hallpicke

A manobra de Dix-Hallpike implica guiar um paciente através de uma série de movimentos conhecidos por provocar nistagmo em paciente com VPPB.

A eletro-oculografia e a videonistagmografia 2D são de uso limitado secundário à incapacidade desses testes para registrar o movimento torsional do olho.

O tratamento é frequentemente favorável, uma vez que uma grande percentagem de pacientes terá resolução espontânea de seus sintomas. Para aqueles com sintomas persistentes, a primeira linha de tratamento é a manobra de reposicionamento de canalite.

Essas manobras tentam reposicionar as partículas de canais flutuantes dos canais semicirculares para o utrículo usando a gravidade. Essas manobras são relatadas como sendo efetivas em 91% dos casos.

Pacientes com sintomas refratários às manobras de reposicionamento podem ser candidatos a neurectomia singular ou oclusão do canal semicircular posterior, ou seja, necessitam de cirurgia. 

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No próximo artigo continuaremos a falar sobre os distúrbios do sistema vestibular.

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Fonte:

Timothy L. Thompson, Ronald Amedee

Ochsner Journal 2009 Spring;9(1): 20–26.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3096243/citedby/

Tonturas e quedas do idoso

O Que Tonturas e Vertigens Podem Causar ao Idoso

Os termos tonturas e vertigem cobrem uma variedade de sintomas em relação a distúrbios da orientação espacial e percepção do movimento, como a ilusão do movimento rotatório (vertigem rotatória clássica) ou o sentimento de insegurança, que pode afetar objetivamente a capacidade de alcançar um olhar estável, a postura e o andar.

No geral, eles representam um problema comum e grave nos idosos, onde sua prevalência atinge 30% dos além dos 60 anos de idade, enquanto aumenta para 50% para os além de 85 anos.

Tonturas no idoso
Tontura no Idoso

Somente a presença de tonturas nos idosos já é uma forte predisposição à quedas. Além disso, a falta de equilíbrio aumenta o risco de fraturas no quadril e pulso.

Lesões relacionadas a quedas levam a restrição de mobilidade e perda de independência, e aumentam o medo de cair, o que também prevê quedas subsequentes.

Ainda, as quedas são a principal causa de morte acidental em pessoas com mais de 65 anos, enquanto as tonturas são um dos maiores contribuintes para a carga de incapacidade após os 65 anos.

As Causas de Tonturas no Idoso

Embora a maioria dos pacientes apresentem distúrbios do equilíbrio benigna, no idoso, as causas comuns de vertigem podem manifestar-se de forma diferente, como uma constelação mais confusa dos sintomas.

Além disso, a força e massa muscular esquelética são reduzidas com o envelhecimento, aumentando o risco de lesões relacionadas a queda em pacientes idosos.

Tonturas e quedas do idoso
Tonturas e quedas do idoso

No geral, distúrbios de vertigem, tonturas e equilíbrio em idosos constituem um grande e seríssimo problema de saúde pública, que precisa de uma gestão adequada por médicos treinados para melhor atender essa faixa etária.

A degeneração relacionada à idade de diferentes estruturas neurais afeta o equilíbrio, incluindo os receptores vestibulares, neurônios vestibulares centrais, cerebelo e caminhos visual e proprioceptivo.

O número de células capilares nos órgãos vestibulares e o número de fibras nos nervos vestibulares superiores e inferiores diminuem com a idade. Do ponto de vista funcional, os défices relacionadas com a idade parecem ser maiores em canais semicirculares, seguido por função sacular, enquanto o utrículo permanece menos afetado.

Em resumo, para manter o equilíbrio, o cérebro usa todas as pistas sensoriais disponíveis dos insumos vestibulares, visuais e proprioceptivos, que por sua vez são integrados pelo sistema nervoso central para executar respostas motoras adequadas.

Desta forma, a deterioração do equilíbrio relacionado à idade não parece se comportar como um fenômeno padronizado único, mas o oposto, parece ser extremamente variável de paciente para paciente.

Além disso, deficiências menores ou agudas podem afetar desproporcionalmente sua capacidade de lidar com cenários de equilíbrio difíceis, já que todas as modalidades sensoriais já podem estar parcialmente deterioradas. Todos esses fatores devem ser levados em consideração no diagnóstico e manejo de pacientes idosos.

Diagnóstico de Tonturas e Vertigens no Idoso

Alcançar um diagnóstico completo, significativo e orientado para o tratamento em pacientes idosos com tonturas, continua a ser um desafio muito grande para o clínico mais experiente.

Tontura -Causas

Obter uma boa história clínica pode ser uma tarefa difícil. Foi relatado que mais da metade dos pacientes idosos com distúrbios do equilíbrio são vagos, inconsistentes ou contraditórias na descrição de seus sintomas.

Além do mais , não existe um único sintoma que possa prever com especificidade as causas subjacentes de tonturas e, na maioria das vezes, pacientes idosos têm mais de uma causa de tonturas.

Por outro lado, as respostas de teste calórico dependem de vários fatores que podem ser afetados pela idade, como o volume do canal auditivo, a espessura temporal do osso e o fornecimento de sangue ao osso temporal.

Vários estudos descobriram que as respostas calóricas tendem a aumentar na meia idade com um pico entre 50 e 70 anos, e depois diminuem modestamente depois disso.

Uma avaliação sistemática do equilíbrio deve ser alcançada neste tipo de paciente, para o qual os desenvolvimentos tecnológicos recentes são de grande ajuda.

No total, esses testes fornecem uma avaliação objetiva de cada componente e subsistema de equilíbrio, permitindo perfil específico de pacientes.

O nistagmo assentador de cabeça e o teste dinâmico de acuidade visual, entre outros, constituem um teste de vestibular, rápido, barato e fácil de interpretar para VOR. O teste de hipotensão postural, sensação de posição articular e distúrbios de marcha também podem ajudar para avaliar os componentes não vestibulares, contribuindo para a concepção de um tratamento integral, mais específico de cada componente.

Consequentemente, para buscar um diagnóstico preciso, parece ser obrigatório obter uma boa história clínica e realizar um exame de cabeceira neurológico completo, incluindo testes posturais, enquanto a maioria dos pacientes pode se beneficiar de testes vestibulares e protocolos de avaliação de AVC para um transtorno agudo do equilíbrio.

A maioria das doenças que causam tonturas em qualquer faixa etária se tornam mais prevalentes em indivíduos mais velhos. Isso pode ser explicado pela probabilidade cumulativa de exposição ou por mudanças relacionadas à idade que tornam os idosos mais suscetíveis a essas patologias.

Manejo de Pacientes Idosos com Tonturas

Tal como acontece com pacientes mais jovens, devem ser providenciadas terapêuticas específicas de doença, como o reposicionamento de manobras para VPPB e os exercícios de reabilitação para hipofunção vestibular.

No entanto, uma atenção especial é necessária para os idosos. Um alto nível de suspeita de VPPB deve ser mantido. Em casos duvidosos, as tentativas de tratamento devem ser preferidas, dada a sintomatologia diminuída e a segurança e simplicidade das manobras de reposicionamento.

Os pacientes com vertigem crônica devem ser avaliados com o Dix-Hallpike.Nas síndromes agudas, o AVC deve sempre ser descartado por HINTS. Os supressores vestibulares devem diminuir rapidamente devido ao seu efeito inibitório na compensação central .

Embora os esteroides tenham provado diminuir a perda funcional ao longo do tempo, eles não podem contribuir para alívio sintomático agudo . Os efeitos colaterais dos esteroides devem ser cuidadosamente considerados antes da administração, particularmente nesta faixa etária.

O conhecimento atual aconselha o início da reabilitação vestibular (RV) logo que possível após uma síndrome vestibular aguda .

A reabilitação vestibular (RV), trabalha como catalisador e potenciador da compensação central com base em três princípios: adaptação (rearranjo da rede VOR), substituição (fortalecimento dos componentes não vestibulares do equilíbrio) e habituação (aumento dos limiares sensoriais).

Importante: as estratégias de compensação espontânea diferem entre os pacientes (metade da população tende a depender de pistas visuais, enquanto a outra metade depende da informação postural), apoiando a necessidade de programas de reabilitação personalizados.

A posturografia dinâmica informatizada parece permitir essa caracterização, ao mesmo tempo em que é uma medida objetiva confiável da “quantidade” de desequilíbrio e risco de queda e monitoramento do progresso.

Conclusão

As tonturas no idoso continuam a ser um assunto difícil, dado o fator subjacente ao comprometimento vestibular devido ao envelhecimento sob a forma de presbystasis.

A abordagem diagnóstica e terapêutica deve ser multissistêmica e orientada para os sistemas visual, proprioceptivo e vestibular.

A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) e o acidente vascular cerebral (particularmente em síndromes agudas) devem ser sempre considerados, dada a frequência da primeira e a gravidade da última.

O teste vestibular atual permite uma caracterização completa da função do equilíbrio e seus défices, e está se tornando útil como guia para o planejamento do tratamento, onde uma patologia específica da causa está presente, ou o presbystasis é o único problema.

Sob esta última condição, a reabilitação vestibular (RV) deve ser considerada nos idosos em que não se suspeita de outro distúrbio de equilíbrio plausível, a fim de tratar um presbystasis provavelmente sintomático.

Aqui, a resolução de sintomatologia confirmaria a hipótese de trabalho assumida de presbystasis, enquanto a falta de progresso levaria a uma maior exploração de causas menos comuns.

Os desafios futuros sobre o assunto incluem a determinação adicional dos perfis de deficiência vestibular e suas alternativas específicas de reabilitação vestibular (RV), a fim de alcançar a terapia mais rápida e eficiente possível.

No entanto, a pesquisa também deve se concentrar em esforços preventivos para evitar quedas. O limite entre o que pode ser considerado anormalidades vestibulares não significativas e aqueles que se correlacionam com um maior risco de queda devem ser melhor explorados.

Isso inevitavelmente levará ao estabelecimento de uma bateria razoável de exames.

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Fonte: Lara Fernández, Hayo A. Breinbauer, Paul Hinckley Delano

Front Neurol. 2015; 6: 144. Published online 2015 Jun 26. acesso em

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4481149/citedby/